Primeiro de Maio: Entre o Sagrado e o Profano

 

Por Ir.: Dario Angelo Baggieri 

Amados Irmãos, bom dia.

Uma viagem no Primeiro de Maio, uma data cabalística, pagã, esotérica, com simbologia e filosofia maçônica a ser dissecada à luz de estudos aprofundados.

O Primeiro de Maio é, esotericamente, considerado o dia das Danças e das Sombras Eternas.

No alvorecer do mundo antigo, sob o manto de Beltane — também conhecido como Dia de Maio ou Festival do Fogo — encontramos uma antiga celebração celta que marca o ponto médio entre o equinócio da primavera e o solstício de verão. É normalmente celebrado em 1º de maio no Hemisfério Norte e em 1º de novembro no Hemisfério Sul.

Os druidas teciam fogueiras, celebrando a Deusa e o Cornífero (o Deus Cornífero é uma divindade arquetípica da fertilidade, da natureza, da caça e dos ciclos de vida e morte, central na Wicca e no neopaganismo. Frequentemente associado a Cernunnos, na tradição celta, ou a Pã, é representado com chifres, barba e forma humanoide, atuando como guardião dos bosques e do círculo mágico).

Flores desabrochavam em rituais de fertilidade e fogo; pagãos dançavam ao ritmo da terra, invocando a vida renascente.

O sol de maio, em sua glória zodiacal de Touro, desperta os mistérios telúricos, o axis mundi da criação.

Ervas sagradas queimam, libando essências ao éter cósmico, unindo o microcosmo ao macrocosmo em um círculo encantado.

Eis que a Maçonaria, guardiã dos arcanos perenes, reivindica esta data como portal de iniciação profunda.

No Oriente Eterno, o obreiro ergue o malhete ao zênite,
simbolizando o triunfo da Luz sobre as trevas invernais.

Qualquer dia de maio? Não: o primeiro, o alfa do labor.

Ecoa o grito dos mártires da aurora operária.
Mas, além do vermelho sindical, pulsa o esoterismo azul, onde o Compasso traça o limite entre o profano e o sagrado.

A Flor de Lis, emblema de pureza, brota no solo iniciático, lembrando Hiram, o arquiteto, ressurgido das profundezas.

No Rito Escocês, o grau trinta e três sussurra segredos de maio como eixo do ano solar, ponte entre mundos.

Pagão em sua roda, maçom em sua loja, esoterista no véu do desconhecido — todos convergem no 1º de maio, data de poder magnético.

A Lua em trígono com Vênus desperta os arcanjos da criação,
e o homem, tocha viva, acende sua própria divindade interna.

É “o” dia primordial, de todos os maios e mistérios entrelaçados,
que convida o buscador a dançar na chama imperecível.

Que, neste Primeiro de Maio, o malhete bata, que a espada flameje, que a flor perfume;
e, no eterno maio da alma, a Verdade se revele plena.

Montanha-ES, 1º de maio de 2026
Ir.: Dario Angelo Baggieri — AMLES/AMLTF
CIM 157465

 


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