Amados
Irmãos, bom dia.
Uma viagem
no Primeiro de Maio, uma data cabalística, pagã, esotérica, com simbologia e
filosofia maçônica a ser dissecada à luz de estudos aprofundados.
O Primeiro
de Maio é, esotericamente, considerado o dia das Danças e das Sombras Eternas.
No
alvorecer do mundo antigo, sob o manto de Beltane — também conhecido como Dia
de Maio ou Festival do Fogo — encontramos uma antiga celebração celta que marca
o ponto médio entre o equinócio da primavera e o solstício de verão. É
normalmente celebrado em 1º de maio no Hemisfério Norte e em 1º de novembro no
Hemisfério Sul.
Os druidas
teciam fogueiras, celebrando a Deusa e o Cornífero (o Deus Cornífero é uma
divindade arquetípica da fertilidade, da natureza, da caça e dos ciclos de vida
e morte, central na Wicca e no neopaganismo. Frequentemente associado a
Cernunnos, na tradição celta, ou a Pã, é representado com chifres, barba e
forma humanoide, atuando como guardião dos bosques e do círculo mágico).
Flores
desabrochavam em rituais de fertilidade e fogo; pagãos dançavam ao ritmo da
terra, invocando a vida renascente.
O sol de
maio, em sua glória zodiacal de Touro, desperta os mistérios telúricos, o axis
mundi da criação.
Ervas
sagradas queimam, libando essências ao éter cósmico, unindo o microcosmo ao
macrocosmo em um círculo encantado.
Eis que a
Maçonaria, guardiã dos arcanos perenes, reivindica esta data como portal de
iniciação profunda.
No Oriente
Eterno, o obreiro ergue o malhete ao zênite,
simbolizando o triunfo da Luz sobre as trevas invernais.
Qualquer
dia de maio? Não: o primeiro, o alfa do labor.
Ecoa o
grito dos mártires da aurora operária.
Mas, além do vermelho sindical, pulsa o esoterismo azul, onde o Compasso traça
o limite entre o profano e o sagrado.
A Flor de
Lis, emblema de pureza, brota no solo iniciático, lembrando Hiram, o arquiteto,
ressurgido das profundezas.
No Rito
Escocês, o grau trinta e três sussurra segredos de maio como eixo do ano solar,
ponte entre mundos.
Pagão em
sua roda, maçom em sua loja, esoterista no véu do desconhecido — todos
convergem no 1º de maio, data de poder magnético.
A Lua em
trígono com Vênus desperta os arcanjos da criação,
e o homem, tocha viva, acende sua própria divindade interna.
É “o” dia
primordial, de todos os maios e mistérios entrelaçados,
que convida o buscador a dançar na chama imperecível.
Que, neste
Primeiro de Maio, o malhete bata, que a espada flameje, que a flor perfume;
e, no eterno maio da alma, a Verdade se revele plena.
Montanha-ES,
1º de maio de 2026
Ir.: Dario Angelo Baggieri — AMLES/AMLTF
CIM 157465

1 Comentários
Muito bem lembrado meu irmão Dario.Parabens
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