Por Luiz Sérgio Castro
No silêncio respeitoso que envolve a partida de
um Irmão, elevamos nossos pensamentos e corações em homenagem ao Irmão Dirceu
José da Mata, Grau 33, nascido em 18 de novembro de 1944, na cidade de
Jaraguá-GO, e que, aos 81 anos, passou ao Oriente Eterno em 25 de abril de
2026, na cidade de Aracruz-ES.
Membro dedicado da ARLS Rufino Manoel de
Oliveira, jurisdicionada ao GOB-ES, o Irmão Dirceu construiu, ao longo de sua
jornada, uma trajetória marcada pelo compromisso com os princípios mais
elevados da Maçonaria: a busca da verdade, o amor à humanidade e a prática
constante da virtude.
No dia 26 de abril, familiares, amigos e Irmãos
reuniram-se na capela mortuária do bairro Coqueiral, em Aracruz, para o velório
e a realização do ritual fúnebre maçônico — uma cerimônia de profunda carga
simbólica, que honra não apenas a memória daquele que parte, mas também instrui
e transforma aqueles que permanecem. O sepultamento ocorreu no cemitério do
distrito de Santa Cruz, sob o manto da fraternidade e do respeito.
O ritual funebre maçônico é mais do que uma
despedida: é uma lição viva. Ensina-nos que a morte, inevitável e silenciosa,
dissolve todas as distinções humanas, deixando subsistir apenas aquilo que
verdadeiramente importa — as virtudes e as boas ações. Como bem nos recorda a
tradição: “As honras prestadas
aos mortos servem principalmente como lições para os vivos, lembrando-nos da
proximidade da nossa própria morte.”
Nesse momento solene, os símbolos falam mais
alto que as palavras. As luvas brancas, representando pureza e igualdade,
lembram-nos que todos somos nivelados pela morte. O avental branco de aprendiz,
reafirma que, independentemente dos graus alcançados, somos eternos aprendizes
na construção de nossa pedra interior.
A rosas amarelas, depositada com reverência,
evoca a beleza efêmera da vida e o retorno do corpo à terra, enquanto a
corrente humana formada pelos Irmãos simboliza a união indissolúvel da
fraternidade. Ao se fechar, essa corrente marca a despedida final, indicando
que o espírito do Irmão se une agora ao Oriente Eterno — esse plano de luz,
sabedoria e continuidade, onde os laços fraternos transcendem o tempo e a
matéria.
A expressão ritualística — “Todos nós te seguiremos de acordo com a
ordem prescrita pelo Grande Arquiteto do Universo” — ecoa como uma
verdade universal: todos partilhamos o mesmo destino, guiados por uma ordem
superior, na qual a morte não representa o fim, mas uma passagem.
A vida do Irmão Dirceu José da Mata é, assim,
celebrada não apenas por sua existência terrena, mas por seu legado moral e
espiritual. Sua caminhada entre nós deixa marcas que não se apagam — exemplos
de dedicação, fraternidade e retidão.
A Maçonaria nos ensina que a perfeição não é
alcançada neste plano, mas buscada incessantemente. Por isso, aprendemos a
valorizar não apenas as virtudes, mas também as imperfeições humanas,
exercitando a caridade e o perdão. Esse ensinamento ganha ainda mais força
diante da morte, quando somos convidados a refletir sobre nossas próprias vidas
e sobre o que realmente levaremos conosco.
Como disse o filósofo Ludwig Wittgenstein: “A morte não é um evento na vida. A
morte não é experimentada.” Se compreendermos a eternidade como
atemporalidade, então aquele que vive plenamente o presente já toca o eterno.
Neste momento de despedida, dirigimos nossos
pensamentos ao Irmão que agora adorna o Oriente Eterno. Que sua luz continue a
brilhar entre nós, inspirando nossos passos na senda da verdade.
Aos que permanecem, fica a lição: a vida é
breve, mas o legado é eterno.
Que o Grande Arquiteto
do Universo receba o Irmão Dirceu em sua infinita sabedoria e paz.
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