Dor Civil

Por Déo Mário Siqueira
Déo Mário Siqueira
Quem empresta, presta? Qual a melhor opção: não, ate que se tenha conquistado o direito do sim ou sim por incondicionalidade? Ser correto refém ou safo manipulador?
 A beleza da vida dá-nos o direito de escolha como herança desde o Éden e alguns de nos temos ainda extrema dificuldade para administrar essa tal dádiva divina, titubeando ou tardando a assumir decisões complexas ao entendimento íntimo, mas óbvias sempre, para os espectadores de plantão.
 Encontro-me hoje num imbróglio de origem sentimentaloide mas de consequências desastrosamente prejudiciais ao meu bem estar físico e psíquico. Em resumo, posso garantir que hoje me sinto algoz de mim mesmo, por ter o maldito defeito de confiar no ser humano, próximo ou não, porém humano e, como sabemos, é mesmo maldito aquele que confia neste. Leia mais
 Às voltas com uma suspensão do meu direito de dirigir por acúmulo de pontos aplicados via placas de veículos registrados em meu nome/CNH, mas de responsabilidade assumida via ocorrências por quem as cometeu, indigno-me com a insensibilidade ou ignorância autoritária de analistas bitolados e programados para indeferir recursos fieis aos fatos e verdadeiros na essência, pois esses, mesmo sendo facilmente comprováveis, ao ser indeferidos - e não informados da decisão radical-trazem no bojo para mim, TROUXA contribuinte com débitos em conta no pagamento dos absurdos impostos escorchantes inventados pelos criadores e gestores de caixas dois e/ou propinas, uma situação de consequências desastrosas na medida que, alijando o meu direito de ir e vir com o veículo usado profissionalmente de propriedade e manutenção da empresa que gerencio me tira a função e me joga no limbo das apelações judiciais vazias de esperança da reversão do absurdo.
Trabalho há exatos 50 anos - e por consequência contribuo com a caixinha da corja que mama -  e no epílogo de uma vida pautada por andar dentro da lei e, por escolha de um sei lá quem que decidiu optar pelo indeferimento dos meus apelos reais e facilmente comprováveis, se usada a razão contra a pretensão de um estado mal estruturado e administrado por cabideiros políticos de plantão, cuja irresponsabilidade me causa asco e revoltam.
Busco meus direitos e esbarro em obstáculos burocráticos capazes de acovardar a juristas muito capazes, mas nada corajosos para encarnarem minha indignação e comprar uma briga contra esse bosta de sistema que se arreganha para casar homem com homem ou mulher com mulher, entre outras "modernidades" mas que usa rigores de alto grau de intransigência contra cidadãos tão corretos que passam despercebidos.
 Sabe, a boca fica amarga e o coração oprimido quando percebo quanto NÃO valeu a pena pagar tributos, cumprir a lei, respeitar ao próximo, honrar compromissos e chover na horta dos cofres públicos que agora expõem-me ao risco e ao vexame de ser demitido pela primeira e com certeza última vez aos 64 anos de idade e ainda cheio de vitalidade para, quando nada, depositar na "caixinha" dos apaniguados nos quais eu mesmo votei para que eles cooptassem pulhas frios e inconsequentes com o amanhã dos outros, ate porque, a mesma lei que me trata hoje com escárnio os protege com zelo e aptidão. Ai de mim ou de qualquer um outro cidadão que venha a manifestar-se, induzido pela sensação de impotência, de maneira compreensivelmente agressiva contra esses "agentes da lei" e da ordem: a “otoridade” tem a seu favor direitos constitucionalíssimos que os torna acima das imprecações verbais e dos tabefes, em certas situações, necessários...
 Envergonho-me de ter contribuído tanto com meu trabalho honesto quanto com meu respeito para ver agora, na primeira brecha "legal" meus ideais de fim da vida tão merecidamente conquistados serem atirados pelo ralo de um sistema viciado e deliberadamente parcial que tem a pretensão de se achar moderno e justo para conosco, seus mentores e vitimas a um só tempo.
Tudo que me vier a acontecer em consequência desse estado de coisa imputo àqueles que me usurparam por 50 anos e JAMAIS deram a devida contrapartida.
 Malditos sejam...
D€0 Mario

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Editor Luiz Sergio Castro