Morre Jesse Jackson, líder histórico dos direitos civis

 


Da Redação

Chicago, EUA — O reverendo Jesse Jackson, uma das figuras mais carismáticas e influentes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos. Orador brilhante, ativista incansável e candidato à presidência por duas vezes, Jackson deixou um legado duradouro na luta por justiça social, igualdade racial e inclusão política.

Discípulo do reverendo Martin Luther King Jr., Jesse Jackson emergiu como uma das principais vozes do movimento negro nas décadas seguintes ao assassinato de King, tornando-se um símbolo de resistência, esperança e mobilização popular. Sua retórica poderosa e sua habilidade de dialogar com diferentes setores da sociedade fizeram dele uma ponte entre as lutas raciais e as causas mais amplas da classe trabalhadora.

Ao longo de sua trajetória política, Jackson concorreu à presidência dos Estados Unidos em 1984 e 1988, alcançando resultados expressivos e mobilizando milhões de eleitores. Sua campanha ficou marcada pela criação da chamada “Coalizão Arco-Íris”, uma ampla aliança formada por afro-americanos, latinos, trabalhadores, pobres e progressistas, que buscava ampliar a participação política das minorias e transformar a agenda social do país.

Mais do que um político, Jesse Jackson foi uma força moral e política, que levou as pautas dos excluídos ao centro do debate nacional. Defendeu direitos civis, combateu o racismo, denunciou a pobreza estrutural e apoiou causas internacionais, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da política progressista norte-americana.

Sua morte marca o fim de uma era para o movimento dos direitos civis, mas seu legado permanece vivo nas lutas por igualdade, dignidade e justiça social em todo o mundo.

Fonte: NY Times


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