Bom dia, meus amados irmãos!
Que, nesta última alvorada de 2025, saibamos
que o relógio cósmico marca não o fim, mas o eterno retorno.
Como o sol que mergulha no ocaso para renascer
no Oriente eterno, assim nossa alma se depura no caminhar do tempo.
O ano velho, com suas sombras e luzes
entrelaçadas, dissolve-se em Deus, o Grande Arquiteto do Universo — arquiteto
de ciclos infindos.
Desejamos, pois, um Ano Novo não como mero
calendário, mas como um portal esotérico para a pedra bruta lapidada. Que 2026
seja o compasso que traça círculos de prosperidade, onde o quadrado da matéria
se eleva à cúspide do espírito.
Feliz seja o ano que nos convida à escada de
Jacó, subindo degraus de sabedoria e fraternidade.
Poeticamente, que as estrelas semeiem
constelações de esperança em nossos horizontes internos.
Próspero, que o orvalho da aurora irrigue os
jardins da alma, fazendo florescer virtudes adormecidas. Os espíritos
benfazejos nos sussurram: o tempo é ilusão, mas o instante é eterno.
Devemos ecoar e aspergir sobre todos que se
aproximam de nós, no vinho da meia-noite, o verdadeiro amor familiar e
fraternal, vivenciando nele o destino que se renova.
Devemos rir daquele rio em que nunca nos
banhamos duas vezes, pois ele nos convida ao fluxo incessante.
Que nosso Ano Novo seja ponte sobre abismos,
unindo o efêmero ao divino. Nestes versos de crônica, ergo o cálice simbólico:
saúde à nossa jornada iniciática!
Que a luz do Oriente ilumine nossos passos,
dissipando as trevas do ontem.
Prosperidade não em ouro vil, mas em tesouros
do coração polido.
Feliz Ano Novo, irmãos de luz, queridas
cunhadas e sobrinhos(as), no grande templo da existência.
Ir.'. Dário Angelo Baggieri
M.'. I.'. – CIM nº 157465
Cadeira nº 1 – Academia Maçônica de Letras do
ES
Patrono: Alferes Tiradentes


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