Jacques De Molay e a Maldição dos Templários: O Último Suspiro de um Grão-Mestre


Da Redação 

A morte de Jacques De Molay em 18 de março de 1314 é um dos eventos mais emblemáticos da história dos Cavaleiros Templários. O último Grão-Mestre da Ordem foi queimado vivo em Paris, na Île de la Cité, por ordem do rei Felipe IV da França, com o respaldo do Papa Clemente V. Sua execução marcou o desfecho de uma perseguição iniciada em 1307, quando os templários foram presos sob acusações de heresia, idolatria e corrupção – acusações amplamente reconhecidas como forjadas para justificar a dissolução da Ordem e a apropriação de suas riquezas.

A Lenda da Maldição

Pouco antes de morrer, De Molay teria lançado uma maldição contra seus algozes. Segundo o relato mais difundido, ele teria declarado:

"Clemente! Rei Filipe! Antes de um ano, eu vos convoco ao tribunal de Deus para responderem por seus atos! Malditos, todos vós! A vossa linhagem será extinta!"

Curiosamente, Clemente V morreu em 20 de abril de 1314, menos de 40 dias depois da execução de De Molay. Felipe IV faleceu em 29 de novembro do mesmo ano, e seu ministro e inquisidor-chefe, Guillaume de Nogaret, morreu também em 1314, provavelmente envenenado.

O destino dos descendentes de Felipe IV alimentou ainda mais a lenda: seus três filhos que governaram a França (Luís X, Filipe V e Carlos IV) faleceram sem deixar herdeiros masculinos, levando à extinção da dinastia dos Capetos diretos e ao início da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra.

Jacques De Molay e a Maçonaria

A figura de Jacques De Molay tornou-se um símbolo nos círculos esotéricos e em algumas tradições maçônicas. Algumas organizações, como a Ordem DeMolay, que trabalha com a formação de jovens na filosofia maçônica, carregam seu nome como homenagem.

Seja como uma maldição ou apenas uma coincidência histórica, os eventos que se seguiram à sua execução tornaram Jacques De Molay uma figura lendária, reverenciada por gerações e frequentemente associada a ideias de justiça, lealdade e resistência contra a opressão.




Postar um comentário

0 Comentários