PEDREIROS DE DEUS: PODER JUDICIÁRIO DO PIAUÍ E MAÇONARIA

Por *Barbosa Nunes
Maçom, também chamado de pedreiro livre, é um pensador que integra uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica e progressista. Deve ser um pedreiro de si próprio, desbastando sua pedra bruta, para torná-la polida. Este é o aperfeiçoamento que se quer alcançar, no dia a dia da vida.
Magistrado é o exercício de uma missão no judiciário, integrado por condutores que detém poderes públicos como operadores da justiça.
Chego a esta alusão do maçom com o magistrado, por ter ido ao estado do Piauí no dia 07 de novembro, representando o Grande Oriente do Brasil, a convite do Grão-Mestre Estadual, Francisco José de Sousa e do juiz de Direito, também maçom, coordenador do Programa Maçonaria a Favor da Vida – Contra as Drogas, naquele estado, Paulo Roberto de Araújo Barros, assessor do Presidente do Tribunal de Justiça, para assinatura de cooperação técnica e operacional celebrado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, Seção Judiciária Federal – 1ª Região, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal Regional Eleitoral e o município de Teresina, para execução de serviços no âmbito da política judiciária estadual de cidadania, por meio do “Programa Justiça Presente”, mantido pelo Tribunal daquela Unidade da Federação.
A reunião no plenário, presidida pelo desembargador Raimundo Eufrásio Alves Filho, o primeiro a assinar, seguindo-se à formalização do termo pelo presidente do Tribunal de Justiça Federal, Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho; em nome do Tribunal Regional do Trabalho, a desembargadora Enedina Maria Gomes dos Santos; pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, o desembargador Edvaldo Pereira de Moura; pela Prefeitura Municipal de Teresina, o prefeito Firmino da Silveira Soares Filho; Manoel de Sousa Dourado, juiz coordenador do CEJUSCI; pelos secretários nunicipais, Cleber Montezuma Facundes dos Santos, Mauricéia Lígia Neves Carneiro, Allan de Miranda Cronemberger; Lázaro José da Silva, pela presidência da Fundação Monsenhor Chaves; Francisco José de Sousa, pelo GOB - Piauí e por mim, representando o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, Marcos José da Silva.
O objeto da cooperação técnica e operacional entre os partícipes é assegurar a execução da política estadual de cidadania e tratamento adequado de solução de conflitos de interesse pelo “Programa Justiça Presente”, desenvolvendo como finalidade uma cultura de justiça cidadã pela aproximação do Poder Judiciário com a sociedade, com definições dos compromissos, obrigações e atribuições conjuntas de cada uma das instituições.
Ao Grande Oriente do Brasil - Piauí, compete através do Grão-Mestre Estadual, Francisco José de Sousa e do maçom e juiz de direito Paulo Roberto de Araújo Barros, que é presidente do Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação, a “promoção de ações de prevenção primária ao uso de drogas, realização de cursos de capacitação de multiplicadores, integração das famílias, escolas e organizações públicas, disseminação junto às famílias piauienses de uma permanente reflexão sobre o modelo de referência que estão sendo para seus filhos e disponibilizar e arregimentar auxílio de peritos, especialistas e estudiosos na temática do enfrentamento ao uso abusivo de álcool e outras drogas.
Volto ao início deste artigo e ao seu título, fazendo um “link”, palavra da moda, entre o maçom e o magistrado. Ambos trilhando o caminho norteado pelas suas instituições são perfeitos pedreiros, “pedreiros de Deus”. Pois quem é instrumento da justiça, na maioria das vezes está em defesa dos fracos, perseguidos pelos poderosos. Quem submete a sua vontade, fazendo novos progressos na maçonaria e vencendo suas paixões, é, “pedreiro da vontade de Deus”.
Na simplicidade e beleza da expressão musical da dupla sertaneja de raiz e também maçons, Mococa e Paraiso, composição de Paraiso, a mim encaminhada pelo Grnde Primaz do Rito Brasileiro, Nei Inocêncio dos Santos, esta prática é assim expressada:
“Somos pra divindade experiência o mundo diz, foi em busca da verdade que um juramento eu fiz, com isso bate em meu peito hoje um coração feliz, mas pra ser justo e perfeito, serei sempre um aprendiz.
Com apego e o desapego, pegam cristãos e ateus, por entre trevas e provas uma luz resplandeceu, São João nosso padroeiro seguimos o rito seu, somos desta grande obra, todos pedreiros de Deus.
Rico são quatro elementos terra, água, fogo e ar, nasce o homem pedra bruta para a vida lapidar, virtude de cada um templo vivo levantar, poder e bens materiais, tudo aqui vamos deixar.”
Quanto aos pedreiros da justiça, magistrados, encontro no pronunciamento do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, desembargador Raimundo Eufrásio Alves Filho, o significado mais importante do evento, quando ele diz:
“O termo de cooperação que ora se efetiva, referenda o esforço conjunto das instituições convenentes, no sentido de consolidar a palavra de ordem do judiciário brasileiro, de desencastelamento das Cortes, indo ao encontro do cidadão e de suas demandas cotidianas, difundindo uma cultura de paz, para equacionamento e pacificação dos conflitos dos cidadãos entre si e destes com a lei”.
Aprofunda mais ainda o Ilustre presidente quando falou na solenidade, assim se expressando: “A matéria de fundo do termo de cooperação é, portanto, profunda e arrojada. Busca mudar “o rosto do judiciário”, mostrando a Justiça não mais como uma instituição meramente prolatadora de decisões monocráticas e heterogêneas, mas como uma instituição que busca a efetiva pacificação social sintonizada com as realidades humanas”, concluindo que:
“A Justiça é um ente facilitador e preventivo, tem papel fundamental não apenas na solução dos problemas, mas, igualmente na sua prevenção. A ideia não pode ser efetivada isoladamente. Antes, reclama parceria com reflexo do entendimento da incompletude institucional e da corresponsabilidade dos entes públicos e privados aos anseios sociais. Trata-se da construção de um novo projeto de Justiça, trilhando para o caminho da mudança de paradigmas”.
Registro cumprimentos ao Grão-Mestre do GOB-Piauí, Francisco José de Sousa e ao juiz de direito, maçom e assessor do presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, Paulo Roberto de Araújo Barros, pela iniciativa que permite aos maçons daquele estado, uma parceria de alto significado social e que reconhece e valoriza a instituição Grande Oriente do Brasil.

            *Barbosa Nunes é o Grão-Mestre Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil 

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Editor Luiz Sergio Castro