Sete x Sete

Por Déo Mario Siqueira
Era no Rink, no coração de Niterói que ficavam o estoque e a filial da Drogaria Nacional de propriedade do Sr. Jayme Altman e sob a gestão no departamento pessoal da Sra. Maria Thereza,  cabelos curtos, pulso firme e coração justo. Com ela captei as noções básicas de se ser profissional indiferentemente do seu gênero ou condição socioeconômica; entendi que um homem deve crescer do pescoço pra cima e assim me entreguei ao meu primeiro trabalho já com contrato assinado em carteira de menor de idade o qual exigia que metade do dia fossem frequentadas aulas normalmente no SENAC.
Entre vassouradas, aplicações de graxa nos trilhos das escadas de acesso às prateleiras e portas de aço na entrada comecei a cumprir com minha obrigação de trabalhador brasileiro com perspectiva de, num futuro longínquo à época, gozar de uma quase sagrada aposentadoria pôs carreira produtiva e ininterrupta, recheada de atividades outras às quais me dediquei e ainda me dedico de corpo e alma, cheio de orgulho irrigado por muito suor e bastante lágrimas, ora de tristezas, ora de alegrias como no dia em que me despedi dos colegas de trabalho já na matriz da Rua da Conceição e num mixto de vou mas queria ficar me sentir erguido por "Seo" Lucio, gerente ali,   que com insuspeito sentimento de admiração me chamou carinhosamente de menino dicionário, graças à minha mania de absorver e repassar praticamente todas as fórmulas e preços dos produtos e em nome de toda empresa me deu de presente uma Parker 21 que ainda guardo como troféu e souvenir, quando da vinda da minha família para o ES.
1965, 49 -7 x 7- anos atrás (...) e as gavetas de minha memória insistem em não se fechar, tanto pelo deja vu quanto pelo desfecho hoje. Ou melhor (?), nos anos fhces, quando aquele um intelectual meio guerrilheiro, meio playboy de plantão no palácio, regurgitou o famoso discurso moralizador contra certos preguiçosos como aquele eu do Rink cujo pecado capital foi haver sacrificado a vida acadêmica em prol do mesmo desenvolvimento que o levou a Sorbonne, sei lá, para de volta ao pais que nos abriu uma lacuna estúpida, dando a ele benesses e notoriedade com halo de formador de opinião docente, prenhe de autoridade pseudointeligente e falsopatriótica enfiar-nos goela abaixo sua brilhante teoria remediadora (sic) que garantia ao povo em geral que a idade cronológica estereotipava como vagabundos os da faixa dos 50 com DIREITO adquirido por labor de se afastar e assim, ao mesmo tempo que usufruir do mérito adquirido com suor deixar para os novos em fase de inicio laborativo chance de ocupar o mercado de trabalho.   Sibilino, encantou e fez a cabeça dos seus (dele) pares para que fosse criado formulas e gatilhos coma satânica missão de levar ao ínfimo a renda que deveria vir a ser redentora, mesmo tendo o aquilo sendo ja contemplado de tal benefício por mais de uma origem. E nós no purgatório, matando rato pra comer, com liberdade para xingá-lo, liberal de discurso pronto para liberação de thc e censura de benefícios trabalhistas; mandar o broita praquele lugar acho que posso. E não vou deixar de fazer, por esse motivo rogo ao seu Sete 7 vezes que leve o fhc da thc pra pqp.
Era o que, continha?
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Editor Luiz Sergio Castro