Da Redação
Um forte terremoto atingiu, na quinta-feira
(20), a região de Ayacucho, no Peru. O tremor deixou pelo menos três pessoas
feridas, danificou 22 residências e seis escolas e foi sentido inclusive em
Lima. O Instituto Geofísico do Peru estimou a magnitude em 7,2, enquanto o
Serviço Geológico dos Estados Unidos calculou 6,7.
O terremoto chamou atenção por ocorrer poucos
dias depois de um forte abalo na Indonésia e pouco mais de uma semana após o
terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia. Outros tremores importantes
também foram registrados recentemente na Venezuela e no Japão.
Mas será que o mundo está vivendo uma onda de
terremotos?
Segundo especialistas, não há evidências de que
a frequência desses fenômenos esteja aumentando. A impressão de que os
terremotos estão mais numerosos tem outras explicações.
Peru e Colômbia estão localizados no encontro
das placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, uma das regiões de maior
atividade sísmica do planeta. O movimento dessas placas acumula energia nas
rochas, que pode ser liberada repentinamente na forma de terremotos.
Isso não significa, porém, que um terremoto
provoque outro. Segundo a geofísica Susanne Maciel, da Universidade de
Brasília, os eventos recentes são independentes, embora tenham ocorrido em
rápida sucessão.
O planeta registra cerca de 20 mil terremotos
por ano, aproximadamente 55 por dia. A média inclui cerca de 15 tremores de
magnitude superior a 7. Mas esses números variam bastante de um ano para outro.
Em 2010, por exemplo, foram registrados 23 terremotos acima dessa magnitude; em
1989, apenas seis.
A sensação de aumento também está relacionada à
tecnologia. Equipamentos modernos detectam tremores cada vez menores, enquanto
internet e redes sociais fazem com que imagens e informações de terremotos
cheguem ao mundo inteiro em poucos segundos.
Além disso, a população está cada vez mais
concentrada em grandes cidades, aumentando o número de pessoas expostas aos
efeitos de um terremoto.
Apesar dos avanços científicos, ainda não é
possível prever exatamente quando, onde e com qual intensidade ocorrerá um
terremoto. Porém, sistemas de alerta conseguem detectar alguns tremores
segundos após seu início e avisar regiões que ainda serão atingidas pelas ondas
mais fortes.
O planeta continua em movimento. O que mudou é
a nossa capacidade de perceber e acompanhar esses movimentos em tempo real.
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