Da Redação
O 23
de dezembro de 1824 ocupa lugar sombrio na história de
Pernambuco e do Brasil. Naquele contexto de instabilidade política que se
seguiu à Independência, o Ir.’.
Frei Caneca destacou-se como uma das vozes mais lúcidas e
corajosas em defesa da liberdade e da soberania popular.
Em seu escrito
de defesa, Frei Caneca ensinou que a sabedoria existe na Nação,
afirmando que o poder legítimo emana do povo e não de imposições autoritárias.
Com firmeza intelectual e coragem moral, negou as acusações de separatismo que
lhe eram atribuídas. Seu posicionamento era claro: não pregava a ruptura do
Brasil, mas a implantação de um regime
constituinte, capaz de assegurar direitos, limites ao poder
imperial e verdadeira representação política.
Apesar disso, suas ideias foram tratadas como
ameaça ao regime vigente. No dia 23
de dezembro de 1824, antevéspera daquele que ficaria conhecido
como o Natal mais triste e
vergonhoso da história pernambucana, a Comissão Militar
reuniu-se e, por votação
unânime, condenou Frei Caneca à pena de morte natural, sob a acusação de
“crime de sedição e rebelião contra os imperiais do mesmo augusto senhor”.
A sentença não silenciou apenas um homem, mas
tentou calar princípios fundamentais como a liberdade de pensamento, o direito
à participação política e a defesa de uma nação construída sobre bases justas.
A execução de Frei Caneca transformou-o em mártir da liberdade, símbolo da resistência
contra o autoritarismo e da luta por um Brasil verdadeiramente constitucional.
Relembrar esse episódio é um dever histórico.
Mais do que uma condenação injusta, o 23 de dezembro de 1824 representa o
choque entre o poder imposto e a consciência nacional — um alerta permanente
sobre o preço da liberdade e o valor da coragem cívica.
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