Robert L. D. Cooper revisita 300 anos de antimaçonaria em palestra na Grande Loja do Espírito Santo


Da Redação

A Grande Loja Maçônica do Espírito Santo realizou, na segunda-feira (17 de novembro), um dos encontros mais relevantes do ano para o público maçônico: a palestra “Antimaçonaria”, ministrada pelo pesquisador escocês Robert L. D. Cooper, autoridade internacional no estudo da história da oposição à Maçonaria. O evento contou com a presença do Eminente Grão-Mestre Jorge Henrique Valle dos Santos, que conduziu a tradução e ofereceu valiosas contextualizações ao longo da conferência.



Um olhar profundo sobre séculos de hostilidade

Cooper, ex-curador do museu e da biblioteca da Grande Loja da Escócia, é reconhecido por suas pesquisas minuciosas e por obras que se tornaram referência mundial. Durante a palestra, ele apresentou a Mestres e Mestres Instalados um panorama abrangente das perseguições, mitos e teorias conspiratórias que marcaram a história da Maçonaria nos últimos 300 anos.

A apresentação teve como base o livro The Red Triangle: A History of Anti-Masonry, considerado o estudo mais completo já publicado sobre a antimaçonaria. A obra analisa a evolução histórica das manifestações contra a Ordem desde o século XVII, explorando:

A formação das primeiras teorias conspiratórias antimaçônicas;

A disseminação de preconceitos e distorções ao longo dos séculos;

Casos de perseguição institucional e episódios emblemáticos;

A maneira como opositores interpretam, distorcem ou manipulam rituais e comportamentos maçônicos.


Por que estudar a antimaçonaria?

Durante a palestra, Cooper destacou que compreender a mentalidade dos antimaçons não é apenas um exercício histórico — é uma necessidade contemporânea. Segundo ele, conhecer as raízes dos preconceitos e as narrativas que se perpetuam permite que a Maçonaria:

Reforce sua comunicação com a sociedade;

Enfrente estigmas persistentes com mais clareza;

Desmistifique percepções equivocadas;

Identifique como determinadas práticas podem ser mal interpretadas por quem observa de fora.

A abordagem do pesquisador escocês demonstrou que a antimaçonaria não é um fenômeno estático, mas um movimento que se reinventa conforme surgem novos contextos culturais, religiosos e políticos.

Um diálogo necessário

A presença do Eminente Grão-Mestre Jorge Henrique Valle dos Santos foi essencial para enriquecer a experiência. Além da tradução cuidadosa, ele contextualizou episódios históricos e conectou as reflexões de Cooper à realidade das Lojas brasileiras, reforçando a importância do diálogo aberto e bem informado.

A palestra mostrou que, embora o tema seja sensível, ele precisa ser enfrentado com maturidade, estudo e transparência. Compreender a antimaçonaria é, em última instância, fortalecer a própria Maçonaria — sua história, sua identidade e sua atuação na sociedade.



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