A Maçonaria e a Verdadeira História da Independência do Brasil


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Da Redação

Quando falamos da Independência do Brasil, a maioria das pessoas lembra imediatamente do famoso episódio de 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, quando Dom Pedro teria bradado o célebre “Independência ou Morte”. Esse marco simbólico foi consolidado pela história oficial como o nascimento de uma nação livre. Entretanto, ao analisar com maior profundidade os bastidores políticos daquele período, percebe-se que a emancipação brasileira foi um processo muito mais complexo e articulado, no qual a Maçonaria desempenhou um papel decisivo.

O Jogo Político e o 9 de Janeiro de 1822

Muito antes do grito às margens do Ipiranga, o Brasil já vinha se afastando da influência direta de Portugal. No chamado “Dia do Fico”, em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro declarou que permaneceria no Brasil, contrariando as ordens da Corte de Lisboa, que exigia seu retorno. Esse ato representou uma ruptura política significativa: de fato, a partir dali o Brasil já estava caminhando para sua autonomia plena.

Portanto, dizer que a independência ocorreu apenas em 7 de setembro é simplificar uma série de movimentos políticos, sociais e até conspiratórios que já vinham sendo costurados meses antes.

22 de Agosto de 1822: A Proclamação no Grande Oriente do Brasil

Poucos sabem que, em 22 de agosto de 1822, no seio do Grande Oriente do Brasil, a independência já havia sido oficialmente proclamada por maçons influentes da época. Nesse ambiente reservado, distante dos olhos do povo, articulava-se a verdadeira libertação política. O ato de 7 de setembro, nesse sentido, teria sido apenas a confirmação pública de algo já decidido e preparado nos bastidores.

O Papel da Maçonaria e o Clube da Resistência

A Maçonaria, como força organizada, desempenhou papel crucial nesse processo. Entre os líderes maçons estava José Joaquim da Rocha, personagem pouco lembrado pela história tradicional. Rocha, juntamente com outros patriotas ligados à Maçonaria, fundou o chamado Clube da Resistência, núcleo de articulação política que planejou e executou os passos necessários para que o Brasil rompesse os laços coloniais com Portugal.

Esse grupo operava de forma estratégica: articulava alianças, escrevia manifestos e mobilizava intelectuais e políticos comprometidos com a causa da emancipação. Assim, a imagem de Dom Pedro como herói solitário se desfaz quando entendemos que havia toda uma rede organizada por trás dele, composta por homens que, sob a inspiração maçônica, acreditavam na liberdade, na soberania e na construção de uma nova pátria.

 A “Farsa” e o Teatro da História Oficial

A chamada “farsa” da Independência se refere exatamente a esse contraste entre o que foi oficialmente narrado e o que realmente aconteceu. O famoso grito de 7 de setembro foi um espetáculo simbólico — necessário para consolidar a imagem de Dom Pedro como líder da independência e criar um mito fundacional para a nação. Porém, os verdadeiros protagonistas já haviam selado o destino do Brasil semanas antes, em rituais e reuniões maçônicas que não podiam ser divulgados ao público.

A Independência do Brasil não pode ser compreendida apenas como um ato isolado de um príncipe estrangeiro às margens de um riacho. Ela foi resultado de articulações políticas, de decisões antecipadas e de uma rede de homens que, através da Maçonaria, deram forma à resistência contra Portugal. O Clube da Resistência, liderado por José Joaquim da Rocha e outros maçons, foi o verdadeiro berço da emancipação.

Assim, quando se fala em Independência, é necessário ir além da versão romantizada dos livros didáticos e reconhecer que a história é também feita nos bastidores, nos encontros secretos e nas mãos de personagens que, muitas vezes, foram esquecidos pela narrativa oficial.

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