AS ROMÃS NA MAÇONARIA



Desde tempos imemoriáveis, a humanidade e, por extensão, os povos viram a romã como um símbolo de amor, de fertilidade e de prosperidade, como exemplo podemos dizer que:

·        Segundo a mitologia grega, a primeira romã foi plantada por Afrodite 1, enquanto que o deus do inferno Hades 2, o ofereceu seu fruto à bela Perséfone 3, para seduzi-la.
● Na ilha de Java 4, está associada a certos ritos que acompanham a gravidez.
·        Segundo Shakespeare, baixo sua folhagem se ocultou Romeu para lhe cantar uma serenata a Julieta.
·        Na China se tem o costume de lhe oferecer uma romã aos recém casados como auspícios de uma descendência numerosa [Nota] A cor vermelha desta fruta é considerada pela tradição chinesa uma cor que atrai a boa fortuna [fecha a Nota]
·        No Islamismo se considera a romã como uma das árvores do Paraíso conforme a referências do Coral e das tradições do profeta Muhammad ou Maomé 5.



Se nos centramos no Templo de Salomão como lugar de nascimento da ordem maçônica na figura de Hiram Abiff, veremos que a romã é mencionada no primeiro livro dos Reis (1 Reis 7 - 13-21) quando se faz referência à construção das colunas do templo. De acordo com a versão Rainha Valera (versão atualizada):

13 O rei Salomão enviou a trazer de Tiro a Hiram, 14 filho de uma viúva da tribo de Neftali, cujo pai era um homem de Tiro, um artesão em bronze. Ele estava cheio de sabedoria, inteligência e experiência para fazer todo o trabalho em bronze. Ele foi ao rei Salomão e fez toda sua obra.
15 Hiram modelou as duas colunas de bronze; cada coluna tinha oito metros de altura, e uma circunferência de cinco metros e meio. 16 Fez também dois capitéis de bronze fundido, para que fossem postos sobre a parte superior das colunas. Um capitel tinha dois metros com vinte e cinco centímetros de altura, e o outro capitel também tinha dois metros com vinte e cinco de altura.
17 Os capitéis que estavam na parte superior das colunas tinham redes de tranças em forma de corrente; sete para um capitel e sete para o outro capitel. 18 Fez as romãs em duas filas ao redor de cada rede, para cobrir os capitéis da parte superior das colunas. O mesmo fez para o outro capitel. 19 Os capitéis que estavam sobre as colunas no pórtico tinham
Forma de lírios, e eram de um metro com oitenta centímetros. 20 Os capitéis sobre as duas colunas tinham duzentas romãs em duas filas, em cima da parte saliente do capitel que estava em cima da rede, tanto no primeiro capitel com no segundo.
21 Então erigiu as colunas no pórtico do templo. Quando erigiu a coluna sul, chamou seu nome de Jaquin; e quando erigiu a coluna do norte, chamou seu nome Boaz. 22 Colocou na parte superior das colunas um motivo de lírios. 
Assim concluiu a obra das colunas. 


É interessante notar aqui que o que deveria estar sobre as colunas de entrada ao templo são lírios e não romãs como são hoje em dia. Mas ainda que abordemos de imediato este tema para intentar dar uma explicação do porquê sucede isto, voltemos à bíblia para comprovar que não só em dita passagem se fala da romã. Na Bíblia existem muitos relatos aonde este fruto é falado. Roberto Aguilar M. S. Silva 6 nos diz em sua obra “A fruta romã e a simbologia maçônica, cristã e pagã”: 

“O símbolo da romã o encontramos nos escritos mais antigos da Bíblia. Os relatos da permanência dos israelitas no Egito estão cheios de alusão às romãs. O delta do Nilo era lugar de romãs e os hebreus recorriam à romã como alimento restaurador do trabalho de escravidão. 
O livro dos Números conta que os exploradores enviados por Moisés à terra prometida levavam o fruto da romã como prova da fertilidade do país. (Num 13,23). Durante a época da monarquia de Israel, a romã se utilizava como reflexo da estabilidade e da concórdia do reino. As descrições que se fazem do templo de Salomão refletem sua presença na arquitetura. Centos de romãs coroavam a parte alta dos capitéis das colunas do templo (1 Reis 7,18.20-42; 2 Cron 3,16; 4,13; Ser 42,22). 
As romãs também eram utilizadas como oferendas no templo, sobretudo quando a população estava obrigada a pagar o dízimo às autoridades religiosas. Os textos legais determinam que aos funcionários e grupos como os levitas, se lhes entregava a décima parte do trigo, do vinho e do azeite, das romãs e de outros frutos (Tob 1,7).

Não existe documentação fidedigna que afirme o porquê estão situadas na parte superior das colunas da entrada no templo nem há uma explicação desde quando se colocam nos pilares. Uma resposta simples fornecida por alguns maçons nos diz que estão lá porque ao entrar no Templo, passando pelas duas colunas, nos lembra que cruzando a entrada do Templo devemos nos lembrar que somos todos irmãos, unidos pelo laço de sangue, que ao sair do mesmo, vemos estas colunas e também as romãs, para que não esqueçamos que deixamos um recinto onde somos todos irmãos.

As romãs, à entrada da Loja, acima das colunas, assumem a transição entre o mundo profano e os trabalhos no interior, deixando penetrar a sensibilidade, a emoção do maçom que não deve se dispersar ao longo da sessão, sujeitando esta sensibilidade e emoção ao exame da razão. A presença das romãs, à entrada da loja, sobre as colunas, não nos confirma a importância que devemos dar ao mundo profano? Não nos convida a estabelecer o laço de união entre a Loja e o Templo da Humanidade por construir? Inseparáveis das colunas J e B, as romãs oferecem ao maçom um belo motivo de meditação e de conhecimento. 

Sua crosta dura é, portanto, a unidade que deve existir para ser um único ser, todos juntos e unidos, fazemos que essa crosta seja dura diante do mundo exterior e resista às decepções, assim como o fruto resiste às inclemências do tempo.

O templo está carregado de simbolismo, mas sempre para que cada qual trabalhe sua pedra bruta, e é a romã o único símbolo que faz referência à união de todos em um, muito diferente da corda com nós ou a cadeia de elos que rodeiam o templo segundo seja o rito que representa os maçons espalhados na terra, formados no universo que representa o templo. 


Idealizando um pouco tudo que foi dito até agora, podemos associar o grão da romã com o irmão ou maçom individual e todo o fruto com a Loja ou a Ordem em seu conjunto. Os irmãos se reúnem todos juntos em perfeita harmonia no interior da loja do mesmo modo que os grãos se ordenam no fruto. Assim mesmo, a loja protege aos irmãos de todo o mal e inclemência externa como a casca dura do fruto protege aos grãos. Por outro lado, quando os frutos da romã estão prontos para cair sobre a terra e germinar, a romã arrebenta, explode, e se espalha em todas as direções. Assim devemos proceder também conosco, devemos sair de nossas lojas e espalhar nosso conhecimento em todas as direções para melhorar a Humanidade, pois de nada serve o conhecimento adquirido se este não se aplica para dar frutos e se não é transmitido para as gerações futuras. 

Assim, pois, querido aprendiz, quando entres na loja e veja sobre as colunas B e J o conjunto, pelo geral, de três romãs; não penses que é um mero adorno. Lembra que nada na loja está por adorno, tudo tem uma razão de ser e até a humilde romã te fala com força para te dar a conhecer sua mensagem.


Notas
1.    Afrodite é, na mitologia grega, a deusa da beleza, o amor, o desejo e a reprodução. Ainda que constantemente se refira a ela na cultura moderna como “a deusa do amor”, é importante assinalar que antigamente não se referia ao amor no sentido cristão ou romântico.
2.    N mitologia grega, Hades faz alusão ao submundo grego antigo como ao seu deus. Hades é o filho varão mais velho de Cronos e Rhea. De acordo com o mito, ele e seus irmãos Zeus e Poseidon derrotaram os Titãs e reivindicaram o governo do cosmos, reivindicando o submundo, o céu e o mar, respectivamente; a terra sólida, da antiga província de Gea, estava disponível para todos os três ao mesmo tempo.
3.    Na mitologia grega, Perséfone é filha de Zeus e de Demeter. A jovem donzela, também chamada Kore, é raptada por Hades e se converte na rainha do submundo. 
4.    A ilha de Java (em indonésio, Jawa), com uma superfície de 132.000 Km2, tem uma população de 145 milhões de habitantes o que a converte na ilha mais povoada do mundo, por diante de Honshü, em Japão. Assim mesmo, Java é a ilha mais densamente povoada de Indonésia, com 1.098 pessoas por km2.
5.    Mahoma (A Meca, c. 26 de abril de 570-Medina, 8 de junho de 632) foi o fundador do Islã. Seu nome completo na língua árabe é Abu I-Qåsim Muhammad Ibn ‘Abd Alläh al-Håsimi al-, que se castelinizou como “Mahoma”. Na religião muçulmana, se considera a Mahoma o último dos profetas, o último de uma longa cadeia de mensageiros enviados por Deus para atualizar sua mensagem, entre cujos predecessores se contariam Abraão, Moisés e Jesus de Nazaré. Por outro lado, o Bahaísmo o venera como um profeta ou “Manifestação de Deus”, cujos ensinamentos foram atualizados pela de Bahá’u’lláh, fundador desta religião
6.    Roberto Aguilar M. S. Silva é membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Sentinela da Fronteira Nº 53, Corumbá, Mato Grosso do Sul - Brasil e acadêmico da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, Brasil.
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Editor Luiz Sergio Castro