CORDA DE 81 NÓS

Por José Antonio Filardo M .´. I .´.

O que significa, e por que  81 Nós?
Tradicionalmente, na Maçonaria, os operativos empregavam cordas com nós amarrados a distâncias iguais, para efetuar medições das distâncias no canteiro de obras e esquadrejar grandes ângulos. Isso lhes permitia traçar os planos de construção das obras que realizavam por encomenda dos poderosos e, principalmente, da Igreja Católica.
O método é utilizado até os dias atuais por mestres de obra, quando precisam achar o esquadro da fundação de uma obra.
As catedrais antigas eram orientadas de modo que seus eixos ficassem no sentido Oriente-Ocidente e os mestres de obras dominavam as regras da astronomia que lhes permitiam determinar com exatidão a orientação deste eixo. Uma estaca era fincada no terreno, sobre este eixo, no ponto indicado.


A partir daí, estacas eram fincadas a espaços regulares, conforme os pontos no desenho.

Considerando o Teorema de Pitágoras, onde o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos temos:

Hipotenusa = 5 segmentos ou  5×5=25

Cateto menor = 3 segmentos ou 3×3=9

Cateto maior = 4 segmentos ou 4×4=16

Considerando a fórmula de Pitágoras, o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos, temos:

25 = 9+16 e isso assegura que o ângulo tenha exatamente 90º.

Imaginemos que fossem construir uma grande catedral. Precisavam de algo mais que um metro para medir as grandes distâncias, e se valiam de cordas com nós atados a distâncias regulares e estacas, de acordo com a escala utilizada.

Com a transformação da Maçonaria Operativa em Especulativa, após o término do ciclo de grandes obras e quando o metiê já não mais era privativo das corporações de oficio, a corda de nós adquiriu um sentido mais simbólico equiparando-se de certa forma à régua.  A corda de 12 nós representava a partir daí a cadeia de união entre os maçons.

Mas, diferentemente da Maçonaria européia, onde prevalece o número de 12 nós para a corda, entre nós brasileiros ela passou a ter 81 nós.  Deve ser a inflação. Não há uma explicação plausível para isso, nem se tem notícia de quem foi o inventor de tão brilhante idéia.

Temos visto, circulando pela Internet, alguns trabalhos sobre a corda de 81 nós, trabalhos delirantes, exagerados, com interpretações mirabolantes de numerologia que beiram o ridículo.

Preferimos algo mais sóbrio, uma interpretação onde o número 8 representa o sinal de infinito colocado na posição horizontal, com a mesma forma de um nó de corda, ao lado do número 1, significando a existência de algo além do infinito, ou seja, o infinito +1

∞ + 1

Esta interpretação tem a simplicidade das grandes verdades.

Concluindo, nosso objetivo aqui foi lembrar que podemos encontrar e interpretar a simbologia existente em inúmeros lugares, pois contamos com ferramentas de interpretação aplicáveis não só aos símbolos maçônicos, mas também às obras de arte, à literatura, ao cinema, sem nos limitarmos às surradas fontes que nada agregam ao nosso conhecimento e que se limitam a repetir ad nauseam como papagaios, as idéias de Castellani, Rizzardo, Teobaldo et allia.

Bibliografia:

http://www.masonic-lodge-of-education.com/47th-problem-ofeuclid.html
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Editor Luiz Sergio Castro