Família: O sonho da história apejotista


Sonho que se sonha só é apenas um sonho,
mas que se sonha junto é realidade.

O homem é ativo na sua história e na História. Seu nascimento é carregado por sentimentos, sensações e significados de ser e estar com pessoas. A escolha do nome, dos padrinhos, das roupas e do quarto, já tecem a história de uma vida que está para nascer. Vida essa que já vai sendo escrita nas histórias dos pais, dos irmãos, dos tios e primos que nascem junto com ela.
O sonho de gerar uma vida é anunciado a cada exame, gesto e carinho de se fazer presente. É tecida em cada sentimento de parentesco, de aproximação, de regionalidade e de brasilidade. Sonhar nascer, viver, ser e ter. O sonho da maternidade. O sonho da família. O sonho da imaginação. O sonho da luta. O sonho da sabedoria.

Das cinco vezes que a palavra sonho aparece na Bíblia no Novo Testamento, quatro delas se referem a José. Bom esposo, bom pai e bom carpinteiro, que é convidado a viver o sonho da família, da divindade, da fidelidade. Nenhum dos evangelhos registrou uma palavra sua, mas mesmo assim José é referenciado como homem justo, que seguiu o caminho de seus sonhos para proteger e sustentar sua família, a Sagrada Família.

A humildade, o silêncio, o trabalho, a fidelidade de José garantiu a vivacidade e a salvação pelo/no nascimento de Jesus Cristo. Dessa forma, José – o homem que seguiu seus sonhos – convida a todos a seguirem seus sonhos independentes de serem reconhecidos e a preservar, cuidar, referenciar suas famílias como a base de sustentação destes sonhos.

A Família como primeiro e eterno grupo de convívio é a célula básica de qualquer sociedade. O compartilhar de princípios, objetivos e sentimentos, delineiam uma compreensão de família que vai além do laço sanguíneo. Para a Maçonaria, a “conectividade” entre irmãos, tios, tias, primos e primas sustenta a compreensão de uma “Família Maçônica”, em que membros da Ordem Maçônica, da Fraternidade Feminina e da Ação Paramaçônica Juvenil, sonham os sonhos de brasilidade, de fraternidade, de liberdade e de igualdade. A Família, como célula da humanidade, rejeita, portanto, a biologia como base imutável das relações e alicerce moral de parentesco, possibilitando adquirir mais vínculos com as práticas de nomeação.

Com o nascimento da APJ/GOB, a “Família Maçônica” se questiona: que rumos dariam as suas famílias? Que ensinamentos queriam passar para o futuro desta Família? Que Brasil queriam construir para e junto com os seus filhos? A propulsão do Sonho da Família se fez possível pelos votos das Fraternas e dos Maçons, que sonham o Sonho da Vida, cuidando-a e preservando-a sob os auspícios da Maçonaria Universal.

Diante disso, o sonho apejotista se delineou com o sonhar junto da realidade, como parte do sonho da Família, concebendo-a como “célula primordial para a estabilidade do presente e a garantia do futuro minimamente sustentado”, nas palavras do Grão-Mestre Geral e Dileto Tio Marcos José da Silva (vide “A família e o futuro da Ordem Maçônica” de 1º de julho de 2010).

Sabiamente o mesmo define também que:
A família maçônica, por excelência, representa a tríade formada pelos jovens apjotistas, campo fértil para “malhação” do altruísmo e das regras do chamado “bom viver”; das cunhadas, engajadas que são nas atividades sociais e benemerentes das Fraternidades Femininas; e dos Maçons, no cumprimento juramentado das suas habituais e permanentes obrigações.

A formação da tríade traz para o seio familiar a orientação para as incertezas da juventude, para as diferentes possibilidades de vivê-la. Os jovens, em seus sonhos juvenis, vivem junto à Sabedoria dos que já alcançaram a idade adulta um sonho junto de amor e esperança Terra desce, um sonho patriota sem fronteiras no idealismo. O sonho apejotista reaproxima e enaltece o viver junto, reacendendo, em cada família, a chama da amizade e da vida.

A APJ/GOB, a Maçonaria e a Fraternidade Feminina se entrelaçaram como uma colcha de retalhos, em que cada retalho dá seu formato e expressão para o todo. Retalhos que se complementam e se envolvem, construindo diferentes fios de histórias em e sobre a “Família Maçônica”. Singelos fios brasileiros da História da humanidade!

Brasília-DF, 07 de março de 2012

Fraternalmente,

Comissão Consultiva da APJ/GOB
Referência: da Silva, Marcos José. A família e o futuro da ordem maçônica. Brasília: Grande Oriente do Brasil, julho de 2010.
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Editor Luiz Sergio Castro