Ex-escrava doméstica se reúne com mãe que a vendeu há 20 anos

Uma mulher de origem taiwanesa que era mantida escrava nos Estados Unidos reencontrou a família na China após uma investigação que atraiu as atenções nos dois países.
Isabel, que segundo o jornal Taipei Times foi posteriormente identificada como Ho Hsiao-feng, (foto) chegou à sua cidade natal, Taitung, acompanhada do namorado, advogados e amigos na quarta-feira. Leia mais

O caso foi exposto pela primeira vez pela rede de TV americana CNN em uma série de reportagens para o projeto CNN Freedom (Liberdade) em novembro.
De acordo com a CNN, Hsiao-feng foi vendida pela mãe, que se encontrava em dificuldades financeiras, a uma família rica de Taiwan há mais de 20 anos, quando tinha sete anos de idade.
Ela relembrou uma infância de agressões e trabalho forçado. Ela nunca foi à escola, não sabe ler e não aprendeu a lidar com dinheiro. Quando a família se mudou para os Estados Unidos, em 2002, a menina foi junto.
Só depois dos 20 anos de idade é que ela conseguiu reunir coragem e fugir. Desde então, ela tem sido auxiliada por uma organização de bem-estar social americana e entrou com um processo contra a família que a tratou como escrava.
Apesar de ter sido abandonada pela mãe, Hsiao-feng fez uma declaração de amor quando apareceu na reportagem da emissora americana: "Se eu encontrá-la (minha mãe), vou dizer: 'Mãe, te amo tanto'. Só quero reencontrá-la".
Atenção

O incidente mobilizou a imprensa e o governo em Taiwan e o caso foi reproduzido por jornais e emissoras de televisão.
Fazendo escala durante uma viagem à América do Sul, o chanceler taiwanês, Timothy Yang, se encontrou com Isabel no aeroporto de Los Angeles, elevando o perfil do caso.

Foi a irmã mais nova de Isabel, Ho Hsiao-ying, que a identificou, ao ver sua imagem em um programa de TV.

Os trâmites para trazer Isabel de volta à casa foram rapidamente processados pelo governo taiwanês, que providenciou um passaporte chinês para a mulher. A companhia China Airlines, sediada em Taiwan, presenteou a mulher com passagem de classe executiva.

De acordo com o jornal China Post, Hsiao-feng, que fala inglês, precisou da ajuda de um tradutor para falar com a mãe, que fala o idioma nativo da tribo Paiwan.
Ainda segundo o jornal, a família comemorou o reencontro com um jantar e planejou rituais para celebrar a ocasião. Os parentes estão convidados para um banquete oferecido pelo governo à Hsiao-feng.

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Editor Luiz Sergio Castro