Há 72 anos, em 24 de
agosto de 1954, o Brasil foi abalado pela morte do presidente Getúlio
Vargas, que tirou a própria vida no Palácio do Catete, no Rio
de Janeiro, então capital federal. O episódio encerrou de forma dramática uma
das mais graves crises políticas da história da República.
Vargas enfrentava forte
oposição política e militar após o atentado da Rua Tonelero,
ocorrido em 5 de agosto, no qual o jornalista Carlos Lacerda foi ferido e o
major da Aeronáutica Rubens Vaz morreu. As investigações envolveram integrantes
da guarda pessoal do presidente e aumentaram a pressão para que Vargas
renunciasse.
Na madrugada e manhã de
24 de agosto, diante da exigência de renúncia, Vargas decidiu permanecer no
cargo. Pouco depois, foi encontrado morto em seus aposentos. A notícia provocou
enorme comoção popular e manifestações em várias cidades brasileiras.
Com sua morte, o
vice-presidente Café Filho assumiu a Presidência. O
episódio também transformou profundamente a imagem histórica de Vargas: para
seus apoiadores, ele passou a ser lembrado como alguém que morreu enfrentando
seus adversários; para seus críticos, permanecia um personagem marcado pelas
contradições de sua trajetória política. A própria Câmara dos Deputados
registra que, naquele momento, “nasce o mito” Getúlio
Vargas.
24
de agosto ficou, assim, marcado como um dos dias mais dramáticos da história
política brasileira.
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