Itália e Brasil: Laços de Fraternidade Maçônica

 Da Redação

Presidente da Soberana Assembleia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil, Sidney Isidro Marcandali da Silva

A Maçonaria, ao longo de sua história, construiu uma verdadeira rede de fraternidade que ultrapassa fronteiras, idiomas e culturas. Mais do que uma instituição presente em diferentes países, ela representa um espaço de diálogo, cooperação e compartilhamento de valores universais. Esse espírito esteve novamente em evidência durante os recentes encontros que aproximaram o Grande Oriente da Itália e importantes representantes da Maçonaria brasileira, reafirmando uma relação histórica de amizade e colaboração.

Sob o título simbólico de “Itália – América Latina: tão distantes, tão próximas”, os encontros realizados em Florença e Roma demonstraram que, apesar da distância geográfica, as tradições maçônicas italiana e brasileira caminham unidas por princípios comuns, especialmente pelo compromisso com a fraternidade, o aperfeiçoamento humano e a construção de pontes entre povos.


O primeiro momento marcante ocorreu em Florença, durante uma sessão da Loja Antonio Meucci, que recebeu representantes do Grande Oriente do Brasil em uma ocasião de grande significado maçônico. Participaram do encontro o presidente da Soberana Assembleia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil, Sidney Isidro Marcandali da Silva, o conselheiro federal Sidney Isidro Marcandali da Silva Junior e o deputado federal Felipe Ricardo Marcandali da Silva.

A reunião aconteceu em um clima de intensa participação fraterna, marcada também pela presença dos representantes brasileiros em uma cerimônia de iniciação de um novo membro ligado à família de um dos visitantes. Os trabalhos foram conduzidos pelo Venerável Mestre Giuliano Ferri, reforçando o caráter universal da Maçonaria: homens de diferentes países reunidos em torno dos mesmos ideais.

Durante a solenidade, o Grande Oriente da Itália recebeu uma das mais importantes distinções concedidas pelo Grande Oriente do Brasil: a Medalha da “Pedra Filosofal”. A honraria, acompanhada de seu ato de concessão e diploma, foi entregue ao Grão-Mestre Adjunto Sandro Cosmai, representando o Grão-Mestre Antonio Seminario.


O reconhecimento simboliza a admiração e o respeito construídos entre as duas Obediências maçônicas, além de destacar os serviços prestados em favor da humanidade e o fortalecimento dos vínculos de cooperação internacional. Mais do que uma homenagem institucional, a medalha representa o reconhecimento de uma caminhada conjunta baseada na confiança e na amizade.

Como gesto de fraternidade, os irmãos brasileiros também ofereceram ao Grande Oriente da Itália duas obras comemorativas dedicadas ao primeiro e ao segundo centenários de fundação do Grande Oriente do Brasil, preservando a memória e a história de uma das mais antigas instituições maçônicas da América Latina.

O segundo encontro ocorreu em Roma, na histórica sede do Grande Oriente da Itália, a Villa Il Vascello, onde uma delegação do Grande Oriente de Santa Catarina foi recebida em 18 de junho. A comitiva brasileira era formada pelos Irmãos Abelardo Camilo Bridi, Avelino Lombardi Junior e por  Toni Luiz Haag.

Abelardo Camilo Bridi

Recebidos pelo Grande Oriente da Itália em nome do Grão-Mestre Antonio Seminario, os visitantes conheceram a beleza arquitetônica e histórica da Villa Il Vascello, incluindo seus jardins, seus espaços internos e o importante patrimônio cultural preservado pelo Museu da Fundação e pela Biblioteca.

O encontro foi marcado por um ambiente de cordialidade e profunda fraternidade, reafirmando os laços entre duas Obediências que compartilham não apenas a participação na Confederação Maçônica Interamericana, mas também uma visão comum sobre o papel da Maçonaria no mundo contemporâneo.

A aproximação entre Itália e Brasil revela uma das características mais importantes da Maçonaria: sua capacidade de unir pessoas e culturas por meio de valores que permanecem atuais. A fraternidade maçônica não se limita ao espaço físico das Lojas; ela se manifesta na cooperação, no respeito mútuo e na busca permanente pelo aprimoramento do ser humano.

Assim, Itália e América Latina podem parecer distantes no mapa, mas permanecem próximas no ideal. Através do diálogo e da colaboração entre suas instituições maçônicas, fortalecem uma tradição que atravessa gerações e continua a defender os princípios universais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

 

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