Sob Miguel Díaz-Canel, Cuba afunda em escassez e apagões; sem dólares nem petróleo, o regime parece mais preocupado em resistir do que em governar
Por Redação
Cuba vive um dos momentos mais sombrios de sua história recente. A escassez de petróleo, os apagões constantes e a redução drástica de voos internacionais expõem a gravidade de uma crise multifacetada que atinge o país em cheio — econômica, energética, social e política.
Crise energética: um país às escuras
A falta de petróleo comprometeu severamente o sistema elétrico cubano. As usinas termoelétricas operam com capacidade limitada, e apagões prolongados tornaram-se parte da rotina da população. Em diversas regiões, os cortes de energia duram mais de 10 horas por dia, afetando hospitais, escolas, fábricas e serviços essenciais.
A dependência histórica de importações de combustível — especialmente da Venezuela e de outros aliados — tornou-se um ponto crítico diante da queda no fornecimento externo e das dificuldades financeiras do regime.
Isolamento aéreo e queda do turismo
Outro indicador da crise é a redução drástica de voos. Companhias aéreas internacionais diminuíram frequências ou suspenderam rotas para Havana e outras cidades cubanas, citando falta de demanda, dificuldades logísticas e restrições operacionais.
O turismo, uma das principais fontes de divisas do país, despencou. Hotéis operam abaixo da capacidade, e milhares de trabalhadores do setor enfrentam desemprego ou redução de renda.
Economia em colapso e inflação crescente
A falta de energia e combustível paralisa a indústria, prejudica o transporte e encarece alimentos e bens básicos. A inflação disparou, o peso cubano perdeu valor e a escassez de produtos essenciais alimenta o mercado informal.
Filas por comida, remédios e combustível tornaram-se comuns. Muitos cubanos dependem de remessas de parentes no exterior para sobreviver.
Pressões políticas e sociais
A crise também intensifica tensões políticas. Protestos esporádicos contra apagões e falta de alimentos têm sido reprimidos pelo governo. Ao mesmo tempo, cresce o êxodo da população, com milhares de cubanos buscando emigrar para os Estados Unidos, América Latina e Europa.
Analistas apontam que a combinação de sanções internacionais, má gestão econômica, dependência energética externa e falta de reformas estruturais aprofundou a vulnerabilidade do país.
Um futuro incerto
Sem soluções imediatas para a crise energética e econômica, o futuro de Cuba permanece incerto. Especialistas alertam que, sem abertura econômica e diversificação de fontes de energia, a situação pode se deteriorar ainda mais.
Enquanto isso, a população enfrenta um cotidiano marcado por apagões, escassez e incerteza — um cenário que reforça a percepção de que Cuba atravessa uma de suas fases mais críticas desde o fim da União Soviética.
0 Comentários