Da Redação
Na Conferência de Grandes Mestres da América do
Norte, realizada em Chicago nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2026, foi
novamente negado o reconhecimento ao Grande Oriente de São Paulo pela Comissão
de Informação para Reconhecimento. Trata-se do terceiro ano consecutivo em que
o pedido é submetido e recusado, fato que amplia a repercussão da decisão no
âmbito da Maçonaria Regular internacional.
A deliberação ocorreu na tarde do dia 17,
durante o encerramento da Sessão Geral dedicada ao relatório da Comissão, no
tradicional Grand Masonic Center, reunindo Grão-Mestres e lideranças de
diversas jurisdições. O reconhecimento, nesse contexto, está condicionado à
observância dos chamados “Princípios Fundamentais para o Reconhecimento de
Grandes Lojas”, estabelecidos em 1929, que definem parâmetros clássicos de
regularidade.
Entre esses princípios estão: a fundação
regular por uma Grande Loja reconhecida; a crença obrigatória no Grande
Arquiteto do Universo (G.A.D.U.); a soberania exclusiva sobre os três graus
simbólicos; e a estrita observância dos Antigos Landmarks. Também se exige que
as obrigações sejam prestadas sobre um Livro da Lei Sagrada — como a Bíblia, a
Torá, o Alcorão ou os Vedas —, que as Lojas sejam compostas exclusivamente por
homens e que não haja discussões político-partidárias ou religiosas no interior
dos trabalhos.
A nova negativa ao GOSP, em um dos fóruns mais respeitados da Maçonaria mundial, reacende o debate sobre regularidade, tradição e fidelidade aos marcos históricos da Ordem. Em tempos de transformações sociais e institucionais, a tensão entre tradição e adaptação continua a desafiar as Potências maçônicas que buscam reconhecimento no cenário internacional.
Fonte: Portal Maçônico

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