Da Redação
A Abertura do Ano Maçônico 2026 do Grande
Oriente do Brasil – Rondônia (GOB-RO) foi marcada por solenidade, simbolismo e,
sobretudo, por uma profunda reflexão sobre o papel da Maçonaria no presente e
sua responsabilidade perante o futuro. O evento ocorreu na quarta-feira, dia
21, na histórica Loja Augusta Cruz da Perfeição Maçônica, Loja Simbólica União
e Perseverança (UP), em Porto Velho, que completa 108 anos de fundação,
reafirmando sua posição central na trajetória da Maçonaria rondoniense.
O ponto alto da solenidade foi a palestra do
Grão-Mestre Adjunto do GOB-RO, irmão Celson Cabral, que conduziu os presentes a
uma reflexão sobre legado e compromisso institucional. Ao final de sua
exposição, lançou uma pergunta que ecoou no templo e sintetizou o espírito da
noite: “A Maçonaria de hoje
deixa quais páginas para o livro da história daqui a 100 anos?” A
indagação convidou os irmãos a pensarem sobre o impacto de suas ações atuais na
construção do futuro da Ordem, reforçando a ideia de que a história não é
apenas herdada, mas continuamente escrita.
Em sua fala, Celson Cabral resgatou a história
da Loja União e Perseverança, destacando sua relevância centenária, sua
contribuição para a formação moral e cidadã de gerações de maçons e seu papel
ativo no desenvolvimento social e institucional de Rondônia. Ao concluir,
sintetizou sua mensagem com uma afirmação contundente: “A Maçonaria é o Objetivo, mas nós somos
o Objeto que torna essa instituição forte.”
A sessão foi presidida pelo Venerável Mestre
Alfredo José Cassemiro Filho, tendo como Luzes o 1º Vigilante Hildebrando
Antunes Júnior e o 2º Vigilante Lincon Fannuel Azuim Bérgamo de Lima, que
substituiu o titular José Aparecido Custódio, ausente por motivo de viagem.
Compuseram ainda a oficialidade da Loja o Orador Hediberton Alves de Aguiar, o
Secretário Jorge Fernandes Neto, o Tesoureiro André Munir Noack e o Chanceler
Eugênio Rudnick. Os trabalhos transcorreram de forma rigorosamente
ritualística, preservando a tradição, a simbologia e a solenidade próprias da
Maçonaria, com expressiva participação de Veneráveis Mestres e irmãos de
diversas lojas da capital e do interior do Estado.
O eminente Grão-Mestre do GOB Rondônia, irmão
Claudenilson Alves, não pôde estar presente em razão de compromisso
institucional no Rio Grande do Sul, onde participa da abertura oficial do Ano
Maçônico do GOB Brasil. Ainda assim, sua presença foi simbolicamente
representada, reforçando a integração entre o GOB nacional e as potências
estaduais. A sessão contou também com a presença do poderoso irmão Pedro
Mancebo, presidente da Poderosa Assembleia Legislativa Maçônica, e do
Grão-Mestre Honorário Juracy Jorge, assessor de gabinete do Soberano
Grão-Mestre Ademir Cândido. Na ocasião, Juracy Jorge fez a leitura de uma
mensagem do Soberano, na qual destacou o início de um novo ciclo de trabalhos,
a renovação de propósitos e o fortalecimento da Maçonaria brasileira diante dos
desafios contemporâneos.
Outro momento significativo foi a participação
do irmão Iuri Moraes, representante do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo
e Aceito, que ladeou o Venerável Mestre no Trono de Salomão, simbolizando a
harmonia entre os corpos simbólicos e filosóficos e o respeito às tradições do
Rito. A pluralidade de autoridades maçônicas presentes conferiu ainda mais
relevância institucional ao evento, evidenciando a união e o espírito fraterno
que caracterizam a caminhada da Ordem.
Encerrados os trabalhos ritualísticos, os
irmãos, cunhadas, sobrinhos, sobrinhas, convidados e representantes da
Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul participaram de um grande jantar de
confraternização. O momento estreitou os laços familiares e sociais que
sustentam a Maçonaria para além do templo. Durante o encontro, a presidente da
Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul, Maria Aparecida, destacou a importância
da união fraterna das cunhadas, ressaltando que o apoio das famílias é
fundamental para o êxito das ações que se iniciam neste novo Ano Maçônico.
A Abertura do Ano Maçônico 2026, realizada em
um templo carregado de história e simbolismo, deixou claro que a Maçonaria
rondoniense vive um momento de reflexão profunda sobre seu passado, atuação
firme no presente e planejamento responsável para o futuro. A pergunta lançada
pelo Grão-Mestre Adjunto permanece como um chamado à ação consciente,
reafirmando que as páginas que serão lidas daqui a um século começam a ser
escritas agora, com trabalho, fraternidade, compromisso social e fidelidade aos
princípios que sustentam a Ordem.



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