Da Redação
No dia 22 de novembro de 1963, o mundo assistiu
a um dos episódios mais marcantes do século XX: o assassinato do presidente dos
Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, em Dallas, no Texas. O evento,
transmitido rapidamente pelas redes de comunicação da época, deixou não apenas
uma nação em choque, mas redefiniu o curso da política e da cultura ocidental.
Kennedy visitava Dallas como parte de uma
agenda intensa voltada para fortalecer a unidade interna do Partido Democrata,
que enfrentava tensões entre alas moderadas e conservadoras no sul do país. A
viagem também buscava aproximar o governo federal da população texana, um
estado crucial para a disputa eleitoral que se aproximava. Ao lado da
primeira-dama, Jacqueline Kennedy, o presidente seguia em carro aberto pelas
ruas da cidade, acenando ao público que se aglomerava para vê-lo.
Às 12h30 daquele dia, enquanto a comitiva
presidencial percorria a Dealey Plaza, um disparo atingiu a cabeça de Kennedy.
A cena, gravada pelo cidadão Abraham Zapruder, se tornaria uma das imagens mais
analisadas da história. O presidente foi levado às pressas ao Parkland Memorial
Hospital, mas morreu pouco depois, aos 46 anos de idade.
As investigações iniciais apontaram Lee Harvey
Oswald, um ex-fuzileiro naval que havia vivido na União Soviética, como o
principal suspeito. Oswald foi preso algumas horas após o ataque e negou todas
as acusações, afirmando ser apenas um “bode expiatório”. No entanto, dois dias
depois, enquanto era transferido de prisão, ele foi assassinado por Jack Ruby,
dono de uma casa noturna de Dallas.
A morte do principal suspeito alimentou
inúmeras teorias conspiratórias que perduram até os dias de hoje, envolvendo
desde a Máfia até agências governamentais. Embora a Comissão Warren tenha
concluído que Oswald agiu sozinho, o debate permanece vivo.
O assassinato de Kennedy deixou um vazio na
liderança dos Estados Unidos e abriu caminho para profundas mudanças sociais e
políticas. Seu sucessor, Lyndon B. Johnson, deu continuidade a várias propostas
de Kennedy, incluindo a emblemática agenda de direitos civis.
Ao mesmo tempo, o episódio marcou o início de
uma era de desconfiança popular em relação às instituições governamentais,
alimentando um imaginário coletivo no qual versões alternativas da história
ganham força.
Mais de seis décadas depois, o caso ainda
desperta fascínio, investigação e debate. Kennedy se tornou um símbolo de
esperança interrompida — um líder jovem cuja trajetória foi abruptamente
encerrada por um ato de violência que ainda ecoa na cultura americana.
Seu assassinato não é apenas uma data nos
livros de história; é um marco que transformou a política, o jornalismo, a
percepção pública sobre o poder e a própria maneira como sociedades lidam com
tragédias nacionais.

0 Comentários