Os palestinos desistiram de esperar um acordo cada vez mais distante com Israel. Foram quase duas décadas desde o início dos acordos de Oslo e a Palestina, como país, ainda não existe. Não interessa de quem é a culpa. Todos cometeram equívocos – palestinos, israelenses, americanos e a comunidade internacional.
Sem saída, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e seu premiê, Salam Fayyad, decidiram mudar de estratégia. Eles não são como Yasser Arafat, completamente inábil para lidar com a opinião pública internacional.Os dois são preparados e sabem como fazer relações públicas.
Nesta nova estratégia, eles buscam o reconhecimento da Palestina independentemente de Israel e dos Estados Unidos. O Brasil já reconheceu, assim como mais de cem países. A questão pode ser levada ao Conselho de Segurança da ONU, onde os americanos certamente iriam vetar. Neste caso, os palestinos dariam o xeque-mate. Pediriam a criação de seu Estado para a Assembleia Geral das Nações Unidas, onde certamente teriam maioria.
Israel não teria como dizer que a decisão da Assembleia não vale, pois foi este mesmo órgão da ONU que criou o Estado israelense em 1947. No próximo ano, teremos grandes acontecimentos envolvendo palestinos e israelenses
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