O mundo relembra neste 8 de dezembro a memória de John Lennon, um dos nomes mais influentes do rock mundial, morto há exatos 30 anos. Mas, por aqui no Brasil (e por que não no mundo?) também há motivo para uma saudade.
Em 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos, morria Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom. Apontado como uma dos maiores músicos e compositores brasileiros, Tom começou sua carreira tocando em boates cariocas, na década de 40. Sua primeira composição gravada foi em 1953. A samba canção Incerteza, parceria com Newton Mendonça, foi registrada por Mauricy Moura.
Um ano depois, sua composição Tereza da praia ganhou as rádios do país nas vozes de Dick Farney e Lúcio Alves. Na mesma época, Tom conhece Vinícius de Moraes, com quem fez grandes clássicos da música brasileira, como Se todos fossem iguais a você, Canção do amor demais, Eu não existo sem você, A felicidade e tantas outras.
Tom sempre gostou de estar rodeado de amigos, tanto na sua vida, quanto no palco e nos discos. Foram muitos: Ary Barroso, Pixinguinha, Ângela Maria, Elis, Regina, Dick Farney, Frank Sinatra, Toquinho, Edu Lobo, Carlos Lyra, Francis Hime, Jorge Amado, Billy Blanco, Baden Powell, Astrud Gilberto, Miucha, Nara Leão, Silvia Telles, João Gilberto, Jhonny Alf, João Donato, Ronaldo Bôscoli, Gal Costa, Maria Bethânia, Marina Lima…
Tom Jobim morreu em Nova York, longe do país onde ele nasceu e tanto amava, embora, às vezes, ficava de mal. São de Tom as célebres frases: “No Brasil, sucesso é ofensa pessoal” e “O aeroporto é a melhor saída”.
Antes de viajar aos Estados Unidos – onde se submeteu a uma cirurgia para tratar um câncer na bexiga – Tom, em mais uma demonstração de amor à música brasileira, olhou para sua irmã Helena e falou: “Se o Ari Barroso e o Villa-Lobos morreram, eu também posso morrer”.


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