Fidel diz que o mundo caminha para o "abismo"

Em sua mensagem, o ex-líder do país nega qualquer teor de pessimismo nessa ideia e lembra que é “dever elementar de todas as pessoas sérias e cultas (...) lutar para adiar ou talvez impedir esse próximo e dramático acontecimento do mundo atual”.
“Vários perigos nos ameaçam”, diz o texto, que se focou em dilemas como os do aquecimento global, das tensões nucleares e da privacidade de cada cidadão.
Fidel Castro acredita que as inquietações entre ocidente e oriente nos fazem lembrar o poder destrutivo do arsenal atômico do planeta: “a guerra, sem dúvida, é uma tragédia que pode ocorrer e é muito provável que ocorra”, disse.
No último ano, a questão teria se agravado consideravelmente em decorrência de novos avanços tecnológicos. “Os Estados Unidos são hoje não apenas o maior promotor de guerras, mas também o maior produtor e exportador de armas do mundo”, lembrou Fidel.
Os EUA defendem a ampliação de seu escudo protetor na Europa com base em um suposto temor dos programas de defesa de países como Rússia, Irã e Coreia do Norte. Esse cenário faz com que o líder não reconheça “garantia alguma” para a humanidade.
A motivação para escrever o que intitulou como “reflexões” foi a notícia da existência de reservas de "gás de xisto", informações que "nenhum quadro político ou pessoa sensata devem ignorar". Ele detalhou dados de estudos sobre os efeitos danosos à saúde e ao meio ambiente que a exploração desse combustível pode provocar. Leia o artigo na íntegra
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Editor Luiz Sergio Castro