Conflitos étnicos deixam mais de três mil mortos no Sudão do Sul

Sul21
Dos 3 mil mortos, mais de 2,1 mil são mulheres ou crianças
Cerca de três mil pessoas morreram no Sudão do Sul em razão dos conflitos entre as tribos Lou Nuer e Murle. Os incidentes mais graves atingem a região desde o fim do mês de dezembro.

As divergências entre as tribos já duram décadas e seriam motivadas, inicialmente, por roubo de gados e vingança entre as comunidades. Joshua Konyi, comissário do condado de Pibor, no Estado de Jonglei, nomeou os ataques como um verdadeiro “massacre”. Ele acrescentou que entre as vítimas estão mais de 2,1 mil mulheres e crianças.

Os ataques dos últimos dias foram promovidos pela etnia Lou Nuer. Com cerca de seis mil jovens, o grupo atacou o condado de Pibor, onde a concentração de membros da etnia Murle é muito maior. Os Lou Nuer acusam a etnia rival de roubar cabeças de gado. Os jovens armados recuaram apenas depois da intervenção das tropas do governo.

Por conta dos conflitos, milhares de pessoas das duas tribos fugiram dos condados da região. De acordo com o comissário Konyi, mais de 9 mil já voltaram para suas casas, após a intervenção do governo.

O governo do Sudão do Sul decretou estado de emergência no estado de Jonglei, enviou 4 mil soldados da Polícia e do Exército para o local e afirmou que criará uma zona para favorecer a reconciliação entre as tribos.
A ONU (Organização das Nações Unidas) também se manifestou e disse que enviará assistência humanitária de primeira necessidade para 50 mil pessoas da região. O Sudão do Sul conquistou sua independência no último mês de julho e ainda sofre com conflitos tribais.
Com informações do Opera Mundi
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Editor Luiz Sergio Castro