Após 15 anos presa, Aung San Suu Kyi poderá participar das eleições em Mianmar

O LND (Liga Nacional pela Democracia), partido da ativista Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, (foto) obteve a aprovação do governo de Mianmar para disputar as eleições legislativas no país, que serão realizadas em 1º de abril.
A informação foi anunciada pelas autoridades do país. “Agora, teremos uma chance de participar oficialmente do processo democrático”, afirma o porta-voz do LND, Nyan Win. Com a decisão,conclui-se um processo administrativo que durou vários meses. Leia mais


Suu Kyi, opositora à junta militar que governou o país de 1990 até 2010, passou 15 anos privada de sua liberdade. Na ocasião, Após a eleição de novembro de 2010 que marcou a reabertura política do país, sua libertação foi determinada uma semana depois. Em 1991, ela foi premiada com o Prêmio Nobel da Paz, entre outros prêmios de relevância em razão de seu ativismo.

O atual governo assumiu o poder no último mês de março, e iniciou o diálogo com Suu Kyi, hoje com 66 anos, e outros membros do partido. A ativista já anunciou anteriormente que participará da disputa, a primeira de sua vida.

Em entrevista à rede britânica BBC, logo após o anúncio, ela afirmou que acredita na continuidade das eleições democráticas no país enquanto estivesse viva, embora não saiba ainda quantos anos vai viver. Também não confirmou a possibilidade de concorrer à presidência do país do sudeste asiático.

Mianmar esteve sob controle de uma junta militar desde 1989, quando o general Saw Maung organizou um golpe de Estado e declarou lei marcial. Em 1990, o país realizou eleições democráticas e o LND ganhou com larga vantagem (Suu Kyi foi presa meses antes da disputa). A então Birmânia mudou seu nome para Mianmar. Entretanto, a junta se recusou a deixar o poder, o que ocorreu em março de 2010.
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Editor Luiz Sergio Castro