O mentiroso e o antiético

Por Leila Cordeiro
Parece que a mentira virou uma instituição universal. Mentem os politicos, mentem os religiosos. Mentem os jornais, mente a televisão. Mentem os professores, mentem os alunos. E por aí vai. A pergunta é: quem não mente neste mundo de Deus? O que os mentirosos esquecem é que a mentira tem pernas curtas e logo, logo, eles serão apanhados.

Esta semana, um corredor de maratona foi pego na mentira. E que mentira! Uma farsa vergonhosa. Imagine o leitor, que o atleta britânico, Rob Sloan, de 31 anos, foi o terceiro a cruzar a linha de chegada em uma maratona disputada domingo no norte da Inglaterra. Até aí, tudo bem!

Só que os que chegaram depois dele desconfiaram de alguma coisa errada. Pressionado pelo diretor da prova, Sloan acabou confessando que pegou um ônibus e voltou à corrida bem pertinho da linha de chegada. Testemunhas viram quando ele saiu de trás de uma árvore e entrou na pista.Que vexame!

Conclusão. O paspalhão trapaceiro perdeu a medalha de bronze e corre o risco de ser banido do esporte e expulso do clube de maratonistas que ele frequenta.

Taí, esse é o ótimo exemplo do mentiroso, dissimulado e trapaceiro. Mas não é o único. Estamos cercados de gente desse tipo. Gente que prefere se esconder atrás de mentiras do que assumir suas fraquezas e incompetências, na esperança de enganar o próximo e conseguir levar alguma vantagem em cima de pessoas de boa-fé.

Desprezíveis mais do que odiáveis, os mentirosos e dissimulados acabam deixando cair a máscara pois o limite que criam entre o falso e o verdadeiro é tão tênue e frágil, que pode ser desmoralizado rapidamente. Não há como essas pessoas manterem uma situação que não existe, pois basicamente não são capazes de viver sua própria vida e sustentarem suas próprias mentiras.

Talvez eu esteja sendo muito dura nas minhas conjecturas sobre o assunto, mas é que realmente estou cansada de conviver com tantas mentiras, falta de ética, invenções, fofocas, coisas de gente que precisava ouvir umas verdades para deixar de contar tantas mentiras, de querer enganar e ludibriar o tempo todo, querendo convencer a todo mundo que é, sem nunca ter sido.

Mas fazer o que? Não dá pra ser a palmatória do mundo mas existe a esperança daquele ditado que diz que mentira tem perna curta. A propósito, você já teve hoje que fingir que acreditava em algum mentiroso?

Bem, se já enfrentou esse dissabor o que dizer da falta de ética, hein? Essa história do tal Rafinha Bastos. O que vocês acham? Confesso que estou impressionada com o nível a que chegou a televisão brasileira. O cara comete uma grosseria, mais do que isso, uma ofensa do mais baixo nível e ainda sai cantando de galo com a Band implorando a ele, pelo amor de Deus, que não deixe a emissora. Ou seja, a Band está se humilhando para ter em seus quadros um elemento sem qualificação moral.

Com certeza, se Rafinha sair, quem conhece o meio sabe que a emissora do bispo vai correndo atrás dele para contratá-lo, se é que já não está por baixo dos panos negociando com a figura.

Pois é, assim caminha a humanidade e a televisão brasileira. De um lado os mentirosos, dissimulados, do outro os anti-éticos e desrespeitosos personagens criados pela mídia, exatamente, para debochar e humilhar pessoas famosas. Mas infelizmente somos obrigados a admitir que gente desse tipo só existe porque tem público e apoio da mídia e de patrocinadores. E os mentirosos sempre contam com um monte de ingênuos que os aplaudem sem saber de suas farsas.

Sem querer dar uma de moralista, deixo no ar a pergunta: Onde é que vamos parar, na mentira ou na verdade?
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Editor Luiz Sergio Castro